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Yom Hashoá na comunidade judaica paulista


A Federação Israelita do Estado de São Paulo realizou o " Yom Hashoá: Ato Central e Virtual da Comunidade Judaica de São Paulo", em memória aos seis milhões de judeus assassinados durante o Holocausto, com transmissão pelas redes sociais da Fisesp e retransmissão por mais de 25 entidades judaicas.

Aberto à toda comunidade, o emocionante Ato foi conduzido pelos jovens Marcos Zlotnik e Milene Lamensdorf, e contou com a participação de sobreviventes do Holocausto e lideranças da comunidade, entre elas os presidentes da Fisesp, Luiz Kignel, da Conib, Claudio Lottenberg, do Hospital Israelita Albert Einstein, Sidney Klajner, do cônsul de Israel em São Paulo, Alon Lavi e do diretor do Memorial do Holocausto, rabino Toive Weitman.

Em suas falas, todos alertaram sobre a importância de termos hoje Israel, nosso Estado Judeu, bem como de recordar e reverenciar todos aqueles que foram assassinados nos campos de extermínio. Também foi enfatizada a relevância da educação e do papel da juventude, que deve estar unida e atenta para manter acesa a chama do judaísmo em nome dos seis milhões que pereceram no Holocausto.

"Temos que manter a voz da comunidade judaica de maneira organizada e a chama acesa, para que essa narrativa verdadeira permaneça e para que os negacionistas jamais prevaleçam. Só assim faremos uma justa homenagem à nossa própria história. Somos os guardiões dessa tragédia da humanidade e esse é o nosso ônus, o de estarmos sempre alertas", destacou o presidente da Fisesp Luiz Kignel .

Para o presidente da Conib, Claudio Lottenberg, "O Yom Hashoá marca o Dia da Recordação das Vítimas do Holocausto, uma geração que sucumbiu em nome de uma tradição e de um legado que é a história da nossa comunidade. Alguns dias após temos o Yom Hazikaron, que homenageia os partires e soldados que lutaram pela existência do Estado de Israel. De um lado, as vítimas do Holocausto e do outro os soldados que defenderam o Estado Judeu. Quem sabe essa sequencia justifique-se através do Yom Haatzmaut, que marca a criação do Estado de Israel. Essa é a saga do nosso povo. A tristeza em alguns momentos e a esperança sempre presente",

Com lagrimas nos olhos, Andor Stern, único brasileiro nato sobrevivente do Holocausto, fez um apelo para que todos aprendam a viver e a respeitar a liberdade. "Fui parar em Birkenau – Auschwitz. Atravessei o Holocausto mas sobrevivi. Saí de lá vazio, com vergonha de ter sobrevivido, sentindo falta do que perdi, principalmente minha mãe, que até hoje me faz falta. Sobrevivi e preso muito a vida, não só a minha, mas a dos outros também. Peço a todos que se respeitem, se amem e acreditem um nos outros para serem acreditados. A liberdade é a coisa que mais pode faltar para um ser humano. Essa liberdade que gozo a cada dia, é como uma sobremesa para mim. Posso tomar meu banho, ter uma toalha, uma escova e um sabonete. Só aquele que não teve, sabe o que significa tudo isso. Tudo o que aconteceu não deve ser esquecido, mas deve ser tratado como algo que jamais pode acontecer. Não podemos deixar o Holocausto cair no esquecimento. Quem esteve lá, nunca saiu de lá, vive, mas ainda está lá dentro", ressaltou.

"Não há como lembrar e jamais esquecer sem uma juventude que o faça. Se queremos que as atrocidades do Holocausto nunca mais se repitam, é essencial que o futuro da nossa comunidade se sensibilize, eduque e perpetue esta memória" alertou o jovem Marcos Zlotnik.

A solenidade contou ainda com uma cerimônia solene, o acendimento virtual de velas e o toque do Shofar. Após as rezas do Kadish e do El Male Rahamin o evento virtual foi encerrado com o Hatikvá,o hino de Israel.

O Ato Central de Yom Hashoá foi organizado pela Federação Israelita do Estado de São Paulo e Conselho Juvenil Sionista, com apoio do Fundo Comunitário e da Sherit Hapleitá – Associação dos sobreviventes do nazismo no Brasil.

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