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TV Cultura exibirá Concerto com Maestro Francesco Lotoro e Jazz Sinfônica no dia 05 de fevereiro

Evento do KKL Brasil apresentou partituras recuperadas dos Campos de Concentração e contou com a participação especial do Maestro João Carlos Martins


A TV Cultura exibirá no  dia 05 de fevereiro, às 22h45, o concerto "O Maestro - Em Busca da Última Música", dirigido pelo Maestro italiano Francesco Lotoro e executado pela Orquestra Jazz Sinfônica, com músicas compostas  e recuperadas dos campos de concentração. O evento, que  contou com a participação especial do Maestro João Carlos Martins,  teve surpreendente  repercussão na mídia nacional e internacional sendo tema do programa jornalístico de maior audiência dos USA , o 60"minutes.


Quem perdeu esse memorável evento, ou até mesmo quem esteve presente, poderá conferir a apresentação única em rede nacional, a apresentação  que aconteceu no dia 21 de novembro de 2019, no   Memorial da América Latina, e que marcou a abertura das comemorações dos 75 da libertação dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial.


O concerto "O  Maestro - Em Busca da Última Música" aconteceu por iniciativa da organização ambiental  KKL Brasil e teve parte da renda dos ingressos revertida para o "projeto  100 viagens",  do maestro italiano, para a continuidade da pesquisa de novas partituras com os poucos sobreviventes do Holocausto ainda em vida.



Há 30 anos o maestro Francesco Lotoro dedica-se a missão de resgatar e apresentar esse patrimônio musical ao mundo. Lotoro catalogou cerca de 1,6 mil compositores e transcreveu mais de 8 mil obras musicais.


Grande parte dessas composições, muitas das quais escritas em milhares de manuscritos, em partituras e folhas despedaçadas e até rabiscos em papel higiênico ou em sacos de carvão, foram criadas por judeus, mas há também músicas feitas por presos políticos, comunistas, homossexuais, ciganos e religiosos.


"Este projeto mostrou o maior símbolo da resistência dos judeus sobre o Holocausto. As músicas compostas serão as futuras testemunhas dos horrores desse período da história.  É importante fazermos uma ponte entre passado, presente e futuro, libertando essas músicas, e recuperando a relevância de cada músico presente nos campos, dignificando essas obras de resistência em meio ao caos.  Trata-se de um legado para a humanidade e que merece todo o nosso apoio e respeito", finalizou Eduardo El Kobbi, produtor do espetáculo e presidente do KKL Brasil

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