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Paulo Rónai, o homem que marcou a intelectualidade brasileira ganha biografia

Editora Todavia publica biografia do intelectual húngaro que se naturalizou brasileiro e foi amigo de nomes como Bandeira, Cecília Meirelles, Mário de Andrade e Drummond


Europa, 1940. Milhões de judeus estão condenados. Não há saída: o resto do mundo não os quer. Para a maioria, a morte é certa. Brasil 1941. Um jovem intelectual judeu, Paulo Rónai, que deixou a Hungria no fim do ano anterior, chega à segurança do Brasil. Não vem clandestinamente, com documentos adulterados e nome falso. Vem com o impossível visto legalmente obtido. Como o conseguiu? A resposta é tão inusitada quanto toda sua vida e carreira, rastreadas passo a passo e narradas por Ana Cecilia Impellizieri Martins nesta biografia, O homem que aprendeu o Brasil: A vida de Paulo Rónai (Todavia, 384 pp, R$ 69,90). Inacreditavelmente, o que valeu a Rónai o salvo-conduto foi aprender português sozinho em Budapeste e publicar, às vésperas da Segunda Guerra, uma antologia de poesia brasileira que reunia Bandeira, Cecília Meirelles, Mário de Andrade e Drummond. Alguns deles se tornariam seus amigos pessoais e ele, paladino e intérprete de suas obras. Chegando ao Brasil, dedicou-se a duas tarefas: resgatar sua noiva e sua mãe, que ficaram na terra natal; e prosseguir seu trabalho literário. Enquanto isso, provavelmente sem sequer percebê-lo, o judeu húngaro se metamorfoseou: tornou-se brasileiro, um dos grandes intelectuais brasileiros do século XX.



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