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Os espiões já estão no seu telefone

O governo brasileiro vai passar a ter acesso a dados das operadoras de celulares para identificar aglomerações de pessoas em todo o país.


A medida, adotada em outros países, é defendida como uma forma de conter o avanço do novo coronavírus. Especialistas, no entanto, alertam que esse tipo de vigilância não pode levar à violação do direito à privacidade assegurado na legislação.


O modelo chinês de uso de dados de telefones celulares no combate à pandemia é considerado até agora um dos mais eficientes do ponto de vista sanitário, e um dos mais controversos acerca do direito à privacidade.


O ministro da Saúde brasileiro, Luiz Henrique Mandetta, defendeu que as operadoras de telefonia disponibilizem os dados pessoais individualizados para as autoridades de saúde localizarem pessoas infectadas, mas o setor de telefonia móvel e a Advocacia-Geral da União afirmam que a legislação brasileira veda isso.


5 países que usam os celulares para rastrear a pandemia de coronavírus


1. Coreia do Sul

De acordo com o Business Insider, o país tem rastreado telefones dos cidadãos para criar um mapa público, possibilitando que todos verifiquem cruzaram com alguém infectado com o novo coronavírus. Os dados incluem registros de cartão de crédito e entrevistas com pacientes confirmados para criar um mapa retroativo de onde estiveram.

2. Irã

O país tem usado um aplicativo de diagnóstico de coronavírus para coletar dados de localização em tempo real dos usuários.

Cerca de 3 milhões de iranianos teriam recebido uma mensagem pedindo para instalarem um app chamado AC19 antes de ir para um hospital ou centro de saúde.

O aplicativo foi removido da loja do Google Play.

3. Israel

A Agência de Segurança de Israel poderá rastrear telefones de indivíduos como parte das medidas adotadas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu neste mês. A nova lei também estipula que todos os dados coletados devem ser excluídos após 30 dias. 

"Vamos adotar medidas que antes usávamos somente contra terroristas.

Algumas delas serão invasivas e violarão a privacidade das pessoas afetadas.

Devemos adotar uma nova rotina", disse Netanyahu.

4. Singapura

A Agência de Tecnologia do Governo de Singapura e o Ministério da Saúde do país desenvolveram um aplicativo de rastreamento de contatos chamado TraceTogether.

O app é usado para identificar pessoas que estiveram próximas (menos de 2 metros por pelo menos 30 minutos) de pacientes com coronavírus.

O programa usa a tecnologia bluetooth para verificar a proximidade entre usuários. 

5. Itália

A Itália, um dos países mais afetados pelo coronavírus, assinou um acordo com as operadoras de telecomunicações para coletar dados de localização.

 Em 18 de março, a Itália havia acusado 40.000 de seus cidadãos de violar suas leis de bloqueio.

Fonte Times of Israel, Época Negócios


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