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Opinião: Frente Parlamentar - Palestina

Por: Marcos Susskind


Deputado Uczai:


Acabo de saber de sua criação da Frente Parlamentar Bicameral pelos Direitos do Povo Palestino.


Fiquei satisfeito em saber do interesse por este assunto. Afinal, trata-se de um povo perseguido e discriminado como poucos outros.


A UNRWA (órgão das Nações Unidas), em seu último censo (2014) aponta 452.669 Palestinos no Líbano. Estão lá há 72 anos e até hoje NENHUM recebeu direito de cidadania, não podem votar nem serem votados. Como não têm cédula de identidade (negada pelo governo), não tem direito à propriedade e são terminantemente proibidos de exercer muitas profissões. E ainda, cerca de 340.000 deles são proibidos de exercer qualquer profissão.


Pergunto: a comissão vai representar junto à Embaixada do Líbano?


Na Síria havia 528.616 (2011). Parte deles fugiu durante os anos da Guerra Civil e acredita-se haver hoje cerca de 450.000 (não há dados oficiais). A Guerra Civil deslocou 175.000 deles para outras regiões na Síria, fazendo-os "Refugiados pela 2ª Vez". A comissão cuidará dos interesses deles? A ONU afirma que quase 65% deles sofrem de má nutrição, 35% das crianças não têm escola.


Na Síria, ao contrário do Líbano,  eles podem trabalhar, serem donos de empresas, frequentar universidade. Porém só podem ter uma única propriedade e são proibidos de terem terra agrícola. Como sua comissão vê está questão?


A questão Palestina fica mais dramática na Arábia Saudita.


Estima-se que 240.000 palestinos vivam lá.  Eles não podem ter e nem sequer solicitar cidadania Saudita, pois as instruções a Liga Árabe impedem os estados árabes de lhes conceder cidadania.  Os Palestinos são o único grupo estrangeiro que não pode se beneficiar de uma lei de 2004 aprovada pelo Conselho de Ministros da Arábia Saudita, que dá direito a expatriados de todas as nacionalidades que residam no reino por dez anos a solicitar a cidadania. 72 anos no limbo!


No Iraque há 92.612 Palestinos. A maioria sub empregado em função da longa guerra interna. Cerca de 14.000 se refugiaram no exterior, principalmente na Austrália, USA, Canadá, India, Islândia e cerca de 100 no Brasil. Os demais sofrem descriminação, vivendo na maioria em bairros paupérrimos ou campos de refugiados. Como a comissão verá estes coitados?


Finalmente há cerca de 1.500.000 Palestinos vivendo em Israel. Todos, sem sequer uma exceção, gozam de cidadania plena. Eles têm 4 partidos políticos no Parlamento Israelense, com 13 deputados. Outros 5 deputados Palestinos também estão no Parlamento porém como membros de partidos de maioria Judaica.


Todos Palestinos de Israel têm direito à propriedade, estudo, voto, aposentadoria, trabalho, assistência social e passaporte. 


Não existe nenhum ramo de atividade onde não estejam presentes: na construção civil, nos transportes, na saúde, no comércio, na indústria, nas cortes de justiça, nas Universidades, nos institutos de pesquisa, nas empresas de alta tecnologia, nas bibliotecas, no cinema e TV, no exército, na polícia.


Vocês exigirão que os países Árabes lhes outorguem os mesmos direitos que Israel lhes dá?


Se vocês se comprometerem a exigir o mesmo tratamento que eles têm em Israel, conte comigo. Serei um grande divulgador de seu projeto.


Marcos L Susskind

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