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O Pior Desse Conflito


por Gabriel Eigner





No meio dessa violenta explosão de ódio entre parte da população muçulmana e os judeus de Israel, algo muito grave acontece.

Vamos entender que em Israel existem:

• cidadãos judeus

• cidadãos muçulmanos

• cidadãos cristãos

• cidadãos evangélicos

• cidadãos protestantes

• cidadãos ateus e mais outros credos.

Eu escrevi CIDADÃOS que são pessoas com TEUDAT ZEUT = a cédula de identidade de Israel.

São pessoas que moram livremente no país. Tem oportunidade de comprar uma casa, automóvel, tem emprego, aposentadoria, plano de saúde, escola, acesso a todos os serviços públicos.

Cada um com a sua religião, origens e tradições mas, acima de tudo, são ISRAELENSES.


Não me refiro aos palestinos - que são pessoas que moram no Pais Israel, numa área chamada "Cisjordânia" que NÃO tem a Teudat Zeut.

Também são, na maioria, muçulmanos.


Dentro desse segundo grupo, há uma região específica chamada GAZA que é a "usina de ódio" contra Israel.

Os radicais do Hamas e da Jihad Islâmica são os autores e responsáveis pelos ataques com mísseis contra Israel.

Região onde a população é oprimida, pobre, mora em escombros que se assemelham as favelas brasileiras, não recebem nada do "pseudo governo" que é a autoridade local.


Entretanto está acontecendo algo MUITO GRAVE


Os cidadãos árabes-israelenses, esses portadores da Teudat Zeut, explodiram na violência desde domingo, em diversas cidades de Israel, tendo como epicentro a cidade de LOD, localizada nas imediações do Aeroporto Ben Gurion.

São as pessoas árabes que trabalham em empresas israelenses, que estão nas farmácias, supermercados, lojas, bancos, são médicos, enfermeiros, motoristas, atuam em linha de produção, são garçons, cozinheiros, trabalham em hotéis, dirigem ônibus, atuam em construção civil, fazem manutenção elétrica, instalam internet e televisão em nossas casas, ou seja, estão 100% integrados na vida de Israel.

Com judeus e não judeus.


De repente, formaram bandos, saíram as ruas, arrancam bandeiras de Israel e colocam da Palestina, ateiam fogo em veículos de judeus, batem em judeus, jogam pedras em judeus, destroem patrimônio público da própria cidade que vivem.

Invadem sinagogas, queimam livros sagrados e rolos de Torá, quebram túmulos em cemitérios judaicos.

Um verdadeiro ataque nazista, antissemita em pleno país judaico.

Algo, que nos faz lembrar do slogan recentemente utilizado em lembrança ao "Yom Hashoa" - o dia em memória das vítimas do Holocausto: o NUNCA MAIS!

Há um compromisso de união do povo judeu em não permitir NUNCA MAIS manifestações desse tipo.


Entretanto a realidade é outra.

Enquanto a multidão organizada árabe-israelense sai as ruas fazendo tudo isso, a população judaica se tranca em casa, bem no estilo que aconteceu na época do nazismo.

Na época não importava se você era cidadão húngaro, romeno, tcheco, polonês ou outra nacionalidade europeia.

A partir do movimento nazista você era "judeu" e todos os seus direitos civis foram negados e cassados.

E todas as suas propriedades confiscadas. E os judeus foram presos e enviados para campos.

O que acontece aqui?


A população judaica deposita 100% da responsabilidade nas mãos da polícia e exército?

A população judaica não tem coragem, capacidade de articulação, de reação para enfrentar esses rebeldes que são seus vizinhos, colegas de trabalho, cidadãos do mesmo bairro, do mesmo país só porque eles são muçulmanos e nós judeus?

Um choque. Muito tremendo.


E eu fui vítima disso ontem.

Estava voltando da região de Haifa ontem a noite, por volta das 22:00h - confesso com medo.

Pedradas e pedradas nas estradas, atiradas por árabe-isralenses em veículos onde nem se sabe se os seus ocupantes são judeus ou muçulmanos.

A completa tranquilidade e segurança de viajar a qualquer hora, de dia ou de noite, foi tomada por um medo que senti pela primeira vez.

Devo enaltecer a Mishtará = a policia de Israel.

Fui parado 2 vezes, me perguntaram para onde ia, se estava bem e recomendaram o trajeto a ser seguido.

Graças a D'us cheguei em casa ileso mas vi as cenas.

Viajei para um trabalho em 2 carros. O meu amigo, a frente, levou uma pedrada na lateral do carro, atirada por um jovem no acostamento, do lado interno do guard rail.

Um cara sozinho. O que faz um elemento que vive em Israel agir assim?

Solidariedade com os radicais do Hamas?

Então vá morar nos entulhos de Gaza, sem 1% do que ele tem em Israel.


Poder do ódio oculto.

Sim, em uma parcela significativa dessa população que vive em território israelense, há um pavio de ódio que aflorou agora.

Mas o pior é que isso é uma vitória para o Hamas.

A mídia deles defende esses "heróis" como um braço deles dentro de Israel.

É a realidade do título (não do tema) daquele filme "Dormindo com o Inimigo" (Sleeping With the Enemy).

Sim convivemos com os "nossos primos" que agora viram nossos opressores?

Na nossa casa?

É um assunto para muitos estudos sociológicos, psicológicos e comportamentais que certamente trará sequelas.

A começar todos os judeus que "fazem comprinhas" nos kfarim (nas cidades, aldeias) árabes porque é mais barato. Vocês vão continuar agindo assim?


Todos que adoram circular nessas cidades não terão medo de serem percebidos - de longe - que são judeus? E quem garante que eles querem você lá?

Repito: são cidades árabes, abertas, sem fronteiras, dentro do território israelense mas predominantemente muçulmanas.

Uma grande pedra de um provável e hipotético tratado de paz foi retirada do tabuleiro.

Novos tempos. Difíceis.


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