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Marina Rosenberg relata como é ser Embaixadora de Israel no Chile

O Chile é o país que tem a maior comunidade palestina fora do Oriente Médio


Mãe orgulhosa, vegana e jogadora de catchball (metodologia para o gerenciamento de times). É assim que Marina Rosenberg se descreve em seu perfil no Twitter.

Mas ela é muito mais do que isso.

Desde 2019 assumiu o posto de Embaixadora de Israel no Chile, país que tem a maior comunidade palestina fora do Oriente Médio.

Ela participou de um evento online à convite do Grupo de Empoderamento e Liderança Feminina (ELF) da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), com o tema "Carreira Diplomática e Antissemitismo no Chile".

Marina Rosenberg nasceu em Buenos Aires e imigrou para Israel aos seis anos de idade. Formou-se na Universidade Hebraica de Jerusalém com bacharelado em ciências políticas e estudos latino-americanos, e na Universidade de Tel Aviv com mestrado em diplomacia e estudos de segurança.

Com mediação da diretora da Fisesp, Ruth Goldberg, e tradução de Kelita Cohen, a Embaixadora detalhou sua trajetória pessoal e profissional, bem como dos desafios da comunidade judaica chilena à luz do acirramento do antissemitismo e do antissionismo nos tempos atuais.

Falou sobre como foi representar o Estado de Israel como Embaixadora em dois países do Golfo de maioria muçulmana.

" Mesmo sendo mulher, judia e israelense, posso dizer que essa foi uma das mais enriquecedoras experiências que já tive", destacou.

Ela traçou um perfil sobre a comunidade judaica no Chile:

"Trata-se de uma comunidade muito pequena, com cerca de 18 mil judeus.

Ela é muito ativa e sionista.

Aqui no Chile existe um antissemitismo clássico, principalmente por conta de nazistas que se estabeleceram no Chile e na Argentina e o antissemitismo que acontece por pura ignorância.

Como a comunidade aqui é muito pequena, podemos afirmar que grande parte da população nunca conheceu um judeu pessoalmente.

Tudo isso reforça a relevância do Estado de Israel e do trabalho da Embaixada", disse ela.

Quando perguntada sobre qual legado gostaria de deixar e de ser lembrada ao final de seu mandato, a Embaixadora respondeu de forma modesta: "As vezes nossas conquistas são pequenas e simbólicas, mas não menos importantes. Se lembrarem de mim como a Embaixadora que contribuiu com o sentimento de orgulho comunitário da comunidade judaica do Chile e fez a comunidade se sentir apoiada, respaldada e menos solitária, já estarei feliz", concluiu ela.

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