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Israel e os Jogos Olímpicos

por Aviel Avraham




Nesta sexta-feira, 23 de julho, o mundo está voltado para a abertura dos Jogos Olímpicos em Tóquio.

Apesar das restrições e dos cuidados requeridos pela situação sanitária, os jogos certamente darão mostra do mais alto nível de excelência no campo dos esportes.

São esperadas delegações de 206 países para brilhar nas arenas e nas ruas de Tóquio.


Israel fortuitamente será uma das nações presentes, contando com 89 atletas que competirão em 15 modalidades, das quais destacam-se judô, surfe, atletismo e ginástica. Meio a essa delegação, que é a maior já enviada, estão nomes conhecidos como os judocas Sagi Muki e Peter Paltchik, os ginastas Alex Shatilov, Linoy Ashram, Lihi Raz, a corredora Lonah Chemtai e a lutadora de taekwondo Avishag Semberg.


Ao longo de sua história, Israel se sobressaiu nas competições de canoagem, vela e, especialmente, judô.

Com cinco medalhistas, a torcida é que o judô possa alegrar uma vez mais o Estado de Israel estando agora na sua terra de origem, o Japão.


Para o Brasil, o judô é o esporte individual que mais rendeu medalhas - são 22 - e é inspiração para o futuro para milhares de crianças.

Pensando nisso, o Consulado Geral de Israel fez uma doação de kimonos de judô para a instituição Ajudô, que ensina esta modalidade de luta para 80 menores de famílias em situação de vulnerabilidade em São Paulo.

No evento, contamos com a presença do sensei Chiaki Ishii, que ganhou a primeira medalha para o Brasil no judô. Uma honra!


Além da demonstração de excelência, os jogos olímpicos criam o ambiente por meio do qual se celebra a convivência pacífica de todos os povos do mundo. É emblemático o desfile, já na abertura, de todas as delegações com suas bandeiras em ritmo de festa. Quando os jogos se iniciam, então, o mundo inteiro passa a vibrar em uma só voz.


A memória não nos deixa esquecer o atentado em 1972 nas Olimpíadas em Munique, ocasião feita de palco para incursão de violência contra o povo Judeu.

Em 2016, às vésperas dos Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro contou com uma cerimônia histórica e a inauguração de um monumento em homenagem aos mortos naquele ano.


Ainda assim, os jogos são essencialmente a celebração da humanidade e a inspiração para crianças de todos os lugares do planeta que, motivadas à prática de esportes, descobrem um mundo moldado para o crescimento via competição e organizado ao redor do mútuo respeito.


Considerando as dificuldades enfrentadas pela pandemia, a esperança é de que os jogos possam trazer alegria e espírito de comunidade para todas as famílias que estiverem torcendo para os atletas de suas modalidades preferidas.


Assim, desejo a todos bons jogos olímpicos!


Aviel Avraham é Vice-Cônsul Geral de Israel em São Paulo

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