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Construindo um legado Sefaradi

Perdemos nesta semana a querida Anita Novinsky, ícone no estudo da Inquisição e da cultura Sefaradi e que deixou dezenas de profissionais preparados para dar continuidade a seu legado.

As palavras de Claudio Lottenberg presidente da Conib refletem bem quem foi Anita Novinsky para a comunidade:


"A professora Anita Novinsky deu luz a um conhecimento adormecido e resgatou raízes significativas dentro da história do Brasil, configurando a contribuição judaica desde a chegada das caravelas portuguesas.

Não fosse por ela, grande parte deste universo ainda estaria adormecido.

Ela não só pesquisou, como orientou trabalhos seminais que dão brilho à história judaica brasileira.

Um orgulho da nossa comunidade"



Nascida em Stachow, na Polônia, Anita migrou para o Brasil junto com sua família quando ainda tinha um ano de idade.

Por aqui, se formou em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 1956.

No final de década de 1970, se especializou em Racismo do Mundo Ibérico pela École des hautes études en sciences sociales.

Foi uma referencia para o estudo na Inquisição Portuguesa no país, os costumes dos criptojudeus (judeus que praticavam sua fé e seus costumes em segredo, por receio de perseguições religiosas, ao mesmo tempo que publicamente praticavam outra religião)

Docente da USP até o fim de sua vida, Novinsky, segundo o site da própria Universidade, foi fundadora do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância.

Em 2013, ela foi outorgada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico com a distinção de Pioneira da Ciência no Brasil, devido a sua trajetória como historiadora.

Foi homenageada pelo Confarad no evento realizado na Hebraica em São Paulo recebendo o título de Orgulho "Sefaradi" (Foto da capa da edição da revista Shalom)

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