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Casos de violência contra a mulher aumentam durante a pandemia

Federação Israelita quebra paradigmas com programa de acolhimento à mulheres vítimas de violência na comunidade judaica 



O número de casos de violência contra a mulher aumentou em São Paulo durante a quarentena, medida adotada pelo governo durante a pandemia do coronavírus. Segundo o Núcleo de Gênero e o Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de São Paulo, em apenas um mês, os casos aumentaram em 30%.

Com a proposta de oferecer acolhimento e assistência às vítimas, por intermédio de uma rede comunitária de apoio multidisciplinar e para quebrar o ciclo da violência nas famílias, a Federação Israelita do Estado de São Paulo, lançou, no final de 2019, o  Programa de Acolhimento à Mulher Vítima de Violência na Comunidade Judaica.

Para reforçar a importância de que as vítimas de violência doméstica procurem ajuda, a Federação Israelita está lançando seis vídeos que serão veiculados nas redes sociais da entidade, com a participação da  secretária Estadual de Desenvolvimento Social de São Paulo, Célia Parnes, da promotora Valéria Scarance, da modelo Jessica Aronis, que foi vítima de um relacionamento abusivo e das jornalistas Joyce Pascowitch e Petria Chaves.

Para a idealizadora e coordenadora do Projeto, Miriam Vasserman, "este assunto nunca foi trabalhado na comunidade judaica, e é obvio que essa questão existe. 

Agora, durante a pandemia, e por conta do confinamento, sabemos que os casos de violência contra a mulher aumentaram muito e queremos ressaltar a importância de que as vítimas não podem permanecer em silêncio e que podem contar com uma rede de apoio dentro da comunidade judaica".

O Programa oferece suporte através de uma rede de instituições, serviços e apoio multidisciplinar, com assistentes sociais, psicólogas, advogadas, psiquiatras e mediadores, que garantem um atendimento sigiloso e seguro.


Para isso, foi criado o Disque Ajuda, através do número (11) 3088-0024 ou pelo email: acolhimento@fisesp.org.br, com atendimento das 8h às 18h (após este horário as mensagens serão recebidas e encaminhadas).

Após o contato inicial, a mulher é atendida e acompanhada durante todo o processo, com agendamento de entrevista online para análise do caso e direcionamento à rede de entidades judaicas parceiras e a profissionais pré selecionados.

"Estamos quebrando um tabu e, aceitando que esse problema é comunitário, e não de cada casa, e ele está sendo enfrentado  de maneira institucional.

Não podemos controlar a agressão, mas podemos controlar a nossa própria omissão e brigar pela defesa das mulheres que são agredidas.", frisou o presidente da Fisesp, Luiz Kignel.

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