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'Aplicar a soberania israelense na Judéia e Samaria é decisão de Israel'

O embaixador dos EUA em Israel David Friedman diz que Washington está se preparando para reconhecer uma decisão de Israel de aplicar soberania na Judéia e Samaria no vale do Jordão a partir de 1º de julho.

Por Ariel Kahana




Os Estados Unidos estão prontos para reconhecer a soberania de Israel sobre o vale do Jordão e o assentamento de Israel na Judéia e Samaria nas próximas semanas, disse o embaixador dos EUA em Israel David Friedman em uma entrevista especial realizada por ocasião do aniversário de dois anos da mudança da Embaixada Americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.


Friedman explicou que vários processos devem ser concluídos antes dessa mudança, indicando o cronograma para os dependentes principalmente de Israel, mas deixou claro que Washington não planeja impor novas condições para a mudança.


Segundo o embaixador, quando o processo de mapeamento da área estiver concluído, quando o governo concordar em interromper a construção de assentamentos na parte C que será excluída do plano de anexação, e quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu concordar em negociar com os palestinos.

A negociação com base no plano de paz do governo Trump para o Oriente Médio - algo que Netanyahu já concordou - os EUA reconhecerão a soberania de Israel em áreas que o plano delineou.


Friedman enfatizou que o elemento chave na aplicação da lei israelense nessas áreas é que Israel deve ser o único a fazer a mudança.


Não são os EUA que estão declarando soberania, mas o governo de Israel.

Quando isso acontecer, os EUA estão prontos para reconhecê-lo, explicou.


Quanto à questão de saber se o governo Trump pressionará Israel a reconhecer um estado palestino, Friedman disse que a única condição com relação a essa questão é que o primeiro-ministro - independentemente de quem possa ser - concorda em negociar de boa fé com os palestinos por um período de quatro anos.


Ele reconheceu ainda que o primeiro-ministro Netanyahu deu seu consentimento a essa condição e que foram os palestinos que rejeitaram a ideia.


Segundo o plano dos EUA, enquanto os palestinos se recusam a negociar com Israel, se concordarem, por exemplo, em dois anos, o primeiro-ministro é obrigado a retomar as negociações, explicou.


Como essa condição foi definida por um prazo limitado, os EUA querem manter a opção em cima da mesa por quatro anos, disse Friedman.


Mas e a moratória da constrição de assentamentos?

Segundo Friedman, essa estipulação seria relevante apenas para assentamentos isolados e se aplicaria apenas à expansão de sua pegada territorial, não à construção de prédios altos.


Uma vez que Israel aplique sua lei à área, a maioria absoluta dos colonos, cerca de 400.000 pessoas, continuará vivendo suas vidas como sempre, com a construção ocorrendo de acordo com as leis existentes que se aplicam às comunidades dentro da Linha Verde.

Cerca de 10.000 a 15.000 deles não serão capazes de expandir a área de suas comunidades, mas ainda poderão se desenvolver, explicou.


O embaixador acrescentou que lugares como Beit El e Hebron são o coração histórico da Judéia e Samaria, observando que mesmo israelenses disseram a ele que não têm interesse em entregá-los aos palestinos como parte de um acordo de paz.


Friedman disse que aprendeu que israelenses de todas as esferas da vida acreditam que o plano apresentado pelo governo Trump é o melhor plano para Israel.

Fonte Israel hayom

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